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Bianca Mastrominico reflete sobre o primeiro Festival Magdalena online, Bodies:On:Live.

Algumas palavras de apreciação e gratidão para o fechamento do nosso primeiro Bodies:on:Live, por Janaina Matter.

Uma homenagem a Lucia Sander de Luciana Martuchelli.

Gostaria de deixar um testemunho de como tenho vivido a pandemia e os trabalhos criativos. 

Em março de 2020 quando tudo se fechou de repente aqui em São Paulo, o meu corpo se fechou junto tornando-se inerte. O estado inerte do meu corpo não refletia o estado mental de preocupações e instabilidades que fervilhavam. Como em alguns estágios da prática da meditação, o corpo aparentemente imóvel, porém a cabeça pegando fogo, cheio de pensamentos e emoções que o atravessam. 

Gostaria de me apresentar a todas vocês e como cheguei aqui! 

Tomei conhecimento do Madalena Project em 2018 através do convite feito pela amiga, curadora e produtora Paola Velucci, juntamente com Eveline Costa e Andjelic Jadranka para participar do Festival Multicidade em 2018 no Rio de Janeiro. Neste momento tive a oportunidade de me aproximar da Jill Greenhalgh. 

Maristella Martella escreve sobre os pequenos prazeres do lockdown e as inesperadas descobertas que ela fez experimentando a dança online e através da câmera.

Quando li a introdução do livro Pedras d'água de Julia Varley escrito no feminino, me ocorreu de repente de me encontrar diante de outra realidade possível: um mundo onde nós mulheres também existimos nas palavras e um convite aos homens para se sentirem incluídos nas palavras femininas. Um excelente ato político para nos tornar visíveis, pensei.

O que, ouço você perguntar, o que um calendário giratório de 365 dias de citações positivas transmite de Julian, a mística de Norwich do século 14, às Magdalenas, neste dia 21 no ano 21 do século 21?

"Hoje podo as rosas e as buganvílias. Depois de dois confinamentos, dois toques de recolher e dez meses sem poder apresentar em público, o jardim está maravilhoso." escreve Brigitte Cirla.

Barbara Carvalho escreve sobre como o ano 2020 a ensinou a enfrentar o medo e a não desistir do teatro.

Sem se apresentar desde o início do Corona em março, Gilla Cremer agora está se apresentando todos os dias - o mesmo show, por 5 semanas, no mesmo teatro em Hamburgo, às vezes até dois shows por dia. Ela escreve sobre como manter distância cria uma estranha sensação de solidão e questiona profundamente todas as boas razões para fazer ou ir ao teatro.

Queridas Magdalenas, escrevo à vocês uma carta de Brest, Bielorrúsia. Eu quero compartilhar minhas sensações da vida entre o COVID-19 e a revolução.

Quero expressar o meu contentamento em compartilhar um pouco das minhas práticas nesse espaço, pois as vivenciais com a Rede Magdalena me atravessam profundamente, gratidão a todas, escreve Nazaré (Naná) Sodré da Silva ...

Eu pensei que a pandemia do COVID seria uma oportunidade para dar um novo significado às nossas vidas, que essa pausa forçada nos levaria à reflexão e reparação, não apenas dos danos que fazemos como seres humanos, mas dos danos que infligimos à mãe Terra; que seria uma oportunidade para a reinvenção de nossas vidas e nossas práticas criativas. A verdade é que esse estado de exceção ao qual nossos corpos foram submetidos nessa pandemia global não é o mesmo para todos. E em meio a esse quadro incerto do COVID-19, há outra pandemia não tratada: o racismo estrutural.

Lívia Gaudencio writes about the lessons learned from the workshop "Ikebana, Giving Life to Flowers", led by Carolina Pizarro and Keiin Yoshimura at the 9th Transit festival, "Hope in Action", held in June 2019.

O solstício de inverno me pareceu mais significativo este ano. Eu comecei a jardinar mais. Além disso, estou muito consciente da escuridão, do frio e do bem-estar com uma pandemia global e com o destaque de séculos de terror através dos atuais protestos #BlackLivesMatter muito presentes em Aotearoa Nova Zelândia.

Thaís Medeiros escreve sobre a organização da Ocupação Magdalena Vila Itororó 2019: "Vivemos um momento onde as abstrações quase não fazem mais parte do nosso cotidiano, então talvez este seja o momento de compartilhar o que foi esse projeto, que nasceu no concreto entre tradições e ruínas da cidade de São Paulo..."

My husband brings me a little red tray. On it sits a coffeemaker, a cup and the bottom part of a bun. I made the bun earlier, froze it, and brought it out to the woods with us. Now after a trip in the toaster it drips with good butter, and even more from the deep brown, fat, luxurious goat cheese, melting and dripping onto my hands.

My hands, my working hands, now find themselves in the cabin out in the woods. Here are these two small rooms. Here is the desk where I sit facing the window. Next to me is an old refrigerator, he cries when we open him, and sighs when we close him. There is no chance of getting a cold beer without anyone noticing.

O seguinte texto foi apresentado por Júlia Varley durante uma celebração da vida de nossa querida amiga Mette Jensen, no dia 02 de Março em Holstebro, Dinamarca.

Em primeiro lugar - a todas um feliz ano novo e eu sinceramente confio que todos nós iremos reunir-nos com toda a resistência e amor que temos para combater o absurdo que está ocorrendo na política mundial. Amigas brasileirs dizem 'continue fazendo poesia - eles odeiam isso'.

Hoje, 02 de novembro de 2019, celebramos a abertura de um novo espaço. Quero contar que é um espaço de arte, físico e simbólico e que ele está localizado no sul do Brasil, em Curitiba, Paraná. 

É uma alegria receber o convite para falar de “O Levante! Festival Internacional de Mulheres em Cena”, que ocorreu entre os dias 9 e 15 de setembro de 2019 em Belo Horizonte, Brasil. Unindo diferença e repetição, tradição e renovação, “O Levante!” proporcionou um espaço de convívio harmonioso e não repressivo, elevou o grau de intensidade da vida, algo excepcional nos dias de hoje. Que venham outras edições!

Helen me convidou para o Magdalena München Saison 2018, para participar de uma residência artística de três meses em Munique na Villa Waldberta, um lugar maravilhoso, uma casa maravilhosa e que carrega tantas histórias...

Can we still be enthusiastic today? The question seems almost indecent, in a world of noise and fury, suffocating with conflict, destruction, and all kinds of unbelievable violence. And yet...

Peut-on être encore enthousiaste aujourd'hui ? La question semble presque indécente, dans un monde de bruit et de fureur, suffoquant de conflits, destructions, et autres violences inimaginables. Et pourtant ... Français ci-dessous

A construção de dramaturgias do corpo, nas cenas e nas pedagogias, como objeto das pesquisas do Grupo Teatrodança me fez sobreviver e configurar o erudito e o popular com a cultura assumindo concepções complementares.

Um novembro intenso para o Magdalena Project

Yo solía ser perfeccionista. Eso no significa que todo mi trabajo creativo se acercara al nivel de perfección que yo misma me exigía, sino que bloqueaba muchas ideas creativas y espontáneas por el miedo a equivocarme, a no dar la talla.